segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Observação


Quando ela dá bom dia é sinal que a noite com o namorado foi muito boa; mas na maioria das vezes sua aparência está triste. Ela esconde algo. Parece que o namorado não a trata bem. Eles moram juntos. Ela sonha em se casar com ele, quer legalizar o compromisso, quer ter uma aliança no dedo. Ele parece gostar dela, mas não para casar. Ele já foi casado e não gostou muito da experiência. Ele é independente, têm dinheiro, propriedades e não está querendo investir em algo tão sério. Ela é bem mais nova que ele, é isso que o atrai. Ela depende dele financeiramente. Ele paga sua faculdade, suas roupas, seu divertimento, mas nunca paga a verdadeira prova de amor: assumir o casamento. Ela vive sorrindo por fora, mas por dentro, só chora! Ela é usada e nem se deu conta disso.

Agora eu pergunto:

Será que o que observamos ou pensamos tem a ver com o que realmente é? Escrevi sobre uma pessoa, detalhando apenas o que aparenta ser. Você já notou que é fácil fazer uma análise, falar de alguém e descrevê-la do seu jeito? Ao invés de você passar certos detalhes que pensa sobre alguém adiante, por que não procura saber a realidade da história? O que eu escrevi é algo que parece ser, mas pode não ser. E você? Será que não a descreveria de outro jeito?

11 comentários:

Blanca disse...

AMEI! Você escreve über bem! E se der, dá uma passadinha lá no meu! http://altosbaixos.zip.net/

Paulão Fardadão Cheio de Bala disse...

Ah, certeza. Eu ia chamar ela de puta burra.

Jonatas Fróes disse...

A história pode ter várias versões quando não conhecemos as pessoas envolvidas:

- A já descrita no post;

- Ela pode estar se aproveitando da situação, visto que ele já é bem sucedido e poderá dar-lhe uma vida boa e financeiramente estável e aparentemente é infeliz com o relacionamento pois não ama a ele, mas sim seu dinheiro;

- Ele pode estar inseguro da relação e não caminhar muito rapidamente para frente pois já passou por uma situação como essa e ficou frustrado. Melhor deixar as coisas fluirem do que apressar e se casar. Por isso ela fica triste e insegura também.

Depende muito do ponto de vista hehehe xP

;*

http://musica-holic.blogspot.com/

ana celia disse...

aaaaaaaaaaadorei o blog!Faz a gte parar pra pensar.... Parabéns!

Visite o meu!

J.B disse...

Em tese é uma especie de Pré julgamento, ou pré-conceito afinal sempre pensamos que fulano ou fulana está se aproveitando, ou é vitima da situação ou, é uma pobre coitada que ama e não é amada, e quando se vai ver a história é outra, como dizem não existe como saber a não ser que a pessoa resolva abrir a propria vida para que vejam alguns passam anos do lado de pessoas e na realidade nunca as conhece.

A história interessante, poderia haver milhões de narraçãoes, o que faz ser mais interessante! parabéns o blog é ótimo!

Dário Souza disse...

Provavelmente sim.

Cleidemar disse...

é que quando falamos de alguem falamos sob o ponto de vista de sermos nós no lugar dessa pessoa...nao falamos das pessoas e sim do que nos nao fariamos ou fariamos no lugar delas...

visite:

http://blogdocleidemar.blogspot.com/

Clarissa ~ Ultraviolet disse...

é a realidade de muitas mulheres neh... por amar d+, acabam se sacrificando ou se tornando dependentes...mas talvez nem seja esse o caso dela. talvez seja outra historia.

amor eh bom, mas não ao ponto q leve a tristeza

pre- julgamentos são inuteis nesse caso. não da pra saber qual eh a real situação dessa mulher.


bjooo
lindo blog
=*

http://meus-sonhos-vazios.blogspot.com/

Bruno Monin disse...

Oi, você é de Santos? Que legal, não conhecia algum dono de blog por perto. Então, sobre o meu post de SV, só tava desabafando :), já ta na hora disso mudar.

Valeu pelo comentário, me surpreendi muito, pensei que ninguém iria comentar, afinal, quem ligaria pra São Vicente?

Bruno Monin > www.BloGZinho.com

Markynhu disse...

(o teclado ta com pau e nao coloca acentos, sera que defunto vai me zoar???rsss....)

Se tem um conflito que assombra a todos eh o conflito entre "ser" e "aparecer" ou "essencia" e "aparencia". O prorio Platao cindiu a realidade viceralmente em duas estancias de maneira tao violenta que ate hoje vivemos esse drama. A verdade esta alem daquilo que podemos tocar, cheirar, olhar, etc. Atingir a verdade, na concepacao platonica requer um enorme esforco, muita disciplina etc... Eh preciso sair das sombras eh comtemplar a realidade verdadeira.. e bla.. bla.. bla.. Mas deixando essas metafiscas de lado, eu acho que a questao se torna mais dramatica nos relacionamentos concretos entre as pessoas, como no caso da menina mais nova e o rapaz mais velho... Sera que podemos ser duas pessoas??? quer dizer: repartir nosso modo de ser em dois e, nesse caso, pergunto qual seria o verdadeiro??? Sera que existe "um" verdadeiro "eu" por tras das nossas acoes, daquilo que realizamos no cotidiano, das escolhas que efetuamos a cada dia, ou o veradeiro "eu" eh esse que age e, a cosnciencia desespenrancada, eh o falso??? Eh possivel viver de modo tao esquizofrenetico???
"- Eu fiz isso, mas na verdade eu penso aquilo.. eu nao sou assim.. soh que tive que fazer tal coisa porque.. bla.. bla.. bla.."

Bom, eu acho que somos aquilos que fazemos, as escolhas que concretizamos... esse eu bonzinho eh sofredor que criamos na nossa cabecinha, pode ser uma maneira desesperada de se defender dos proprios fracassos e se ausentar da responsabilidade pela propria vida...

adorei o blog...

ate mais...

Anônimo disse...

Olá, amiga poetisa. Bom dia!

Não só com o namorado.
Com os amigos também!

O requinte...O capricho...
O carinho...a solidariedade...
Detalhes observados no artigo,
ontem, publicado de forma especial,
Além do seu bom gosto...do valor
profissional...com o uso da tecnologia...da sua sabedoria:"cria"...dá harmomia... traz alegria...Nesta manhã contagiam as íris do "arco íris".

O meu texto está complicado? Desculpe-me...Desculpe-me...
Vale eu estar encantado.
Obrigado! Muito obrigado!

Abraços fraternos.

Luiz Augusto da Silva.
Olímpia - São Paulo.