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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Jesus é apaixonado por você!

“Para o cristão, a segunda jornada começa normalmente entre os trinta e sessenta anos de idade e é acompanhada de um segundo chamado do Senhor Jesus. O segundo chamado convida-nos a uma reflexão séria sobre a natureza e a qualidade da nossa fé no evangelho da graça, nossa esperança no novo e nosso amor a Deus e as pessoas. O segundo chamado é uma conclamação a um compromisso mais profundo e mais maduro de fé, onde a ingenuidade, o primeiro fervor e o idealismo não verificado do primeiro compromisso são temperados com dor, rejeição, fracasso, solidão e autoconhecimento.
O chamado pergunta: você realmente aceita a mensagem de que Deus está perdidamente apaixonado por você? Creio que essa pergunta esteja no cerne da nossa habilidade de amadurecer e de crescer espiritualmente. Se no nosso coração não cremos que Deus nos ama como somos, se estamos maculados pela mentira de que podemos fazer algo para que Deus nos ame mais, estamos rejeitando a mensagem da cruz.”

(O Evangelho Maltrapilho, Brennan Manning)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Nem anjos, nem demônios


A sabedoria é a de um adulto que recuperou seu equilíbrio, estabilizou e encontrou propósito renovado e novos sonhos. É a sabedoria que abre mão de algumas coisas, deixa algumas coisas morrer e aceita as limitações humanas. É a sabedoria que percebe: não posso esperar que ninguém me entenda por completo. É a sabedoria que admite a inevitabilidade da velhice e da morte.
É uma sabedoria que já enfrentou a dor causada por pais, cônjuge, família, amigos, colegas de trabalho e parceiros de negócios e verdadeiramente perdoou-os e reconheceu com inesperada compaixão que essas pessoas não são nem anjos e nem demônios, apenas humanos.

Não há crescimento em Jesus Cristo sem alguma dificuldade ou embaraço.

(O Evangelho Maltrapilho, Brennan Manning, pág 175)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Don Juan


O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundancia nunca
se fartará da renda; também isso é vaidade.

Estou pensando no mendigo no Don Juan de Moliére. Ele está sentado numa esquina quando passa um nobre. O estranho que está passando é Don Juan, um homem amargo que tem sua fortuna e seu caráter arruinados.
_Uma esmola pelo amor de Deus – pede o mendigo.
Don Juan pára, tira do bolso sua última moeda de ouro e estende-a sobre os braços estirados do mendigo.
_Blasfeme de Deus, e eu a darei a você.
_Ah! Não, meu senhor – diz o mendigo. _Eu nunca faria isso.
Um gesto desses é mais cheio de graça do que um céu cheio de estrelas, do que mil sinfonias, do que uma Torre Eiffel ou do que uma Monalisa. Tomás de Aquino dizia que o esplendor de uma alma em graça era tão sedutor que superava em beleza todas as coisas criadas.

(O Evangelho Maltrapilho, de Brennan Manning, pág 92 e 93, Editora Mundo Cristão).