Mostrando postagens com marcador bullying. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bullying. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bullying: procedimento vital ao grupo e mortal para quem o sofre

*Francisca Romana Giacometti Paris
Vítima constante de apelidos humilhantes e gozações inadequadas durante toda a infância e adolescência, um jovem aluno, de 18 anos, entra na escola onde estudava e, com um revólver calibre 38, faz vários disparos, ferindo oito pessoas, e se suicida em seguida. Esse triste fato aconteceu em 2004, na cidade de Taiuva, no interior de São Paulo.
Passados sete anos, em abril de 2011, um jovem ex-aluno entra na escola onde cursou parte do Ensino Fundamental e com dois revólveres, calibre 32 e 38, faz muitos disparos, ferindo e matando vários alunos para suicidar-se em seguida, após a intervenção de um policial militar.
Esses trágicos acontecimentos, felizmente, não são comuns na realidade brasileira, porém sua natureza nos leva à perplexidade e angústia. Assim, interrogamo-nos: por que esses jovens escolheram suicidar-se em um cenário em que outros, sem culpa pela sua decisão, precisam morrer com eles? Por que voltar à escola e provocar a morte de inocentes? Certamente as respostas não são evidentes e nem singulares; todavia há uma possibilidade para tão bárbara determinação: trata-se de pessoas gravemente perturbadas mentalmente, portadores de males que lhes tiram a percepção da realidade.
Diante da violência praticada nos episódios de 2004 e 2011 há, entre outras, uma questão que merece reflexão: os dois jovens eram introspectivos, de pouco ou nenhum relacionamento. E, segundo relatos da mídia, sofreram bullying durante a vida escolar. As pessoas vitimizadas por bullying não alcançam a solidariedade imediata das escolas. Há poucos dias, uma cena gravada ganhou contornos midiáticos por conta do efeito YouTube: um rapaz australiano obeso, farto de ser vítima de bullying na escola, resolveu reagir e agredir com violência quem o insultava. O vídeo se tornou sucesso na internet e só então foi notado e discutido pelos educadores da escola.
Quando se trata de um jovem adolescente, a negação dos pares causa muito sofrimento, uma vez que, para construir sua autonomia, é preciso o “rompimento simbólico” das referências familiares, principalmente em relação aos pais, e a aquisição de outras referências que são exclusivas de seu grupo. Nessa direção, não ser aceito ou sofrer humilhação dos elementos do grupo pode significar a impossibilidade de se tornar autônomo, crescer, fazer escolhas e tomar decisões independentes. Em outras palavras, se ele não existe para seu grupo, não existe para ninguém, inclusive para si mesmo.
O grupo, por sua vez, escolhe alguns membros e os elege como “vítimas sacrificiais”, são os “bodes expiatórios” nos quais o grupo projeta as limitações e imperfeições dos demais elementos. Isso para que o grupo sobreviva.
As pessoas todas, sem exceção, vivem conflitos grupais e o único meio de se livrarem desses conflitos é escolher um bode expiatório e depositar nele suas frustrações. Se tal procedimento é vital ao grupo, torna-se mortal para quem o sofre.
Não estou aqui para fazer a defesa dos jovens que cometeram os bárbaros disparos nas duas escolas, mesmo porque não conseguimos vislumbrar qualquer justificativa possível. Todavia, não podemos esquecer que os dois jovens violentos foram alunos daquelas escolas. Talvez pelo fato de serem “silenciosos”, não foram motivo de discussão ou atenção nas reuniões de conselho de classe, uma vez que ficavam quietos em seus cantos, sem incomodar o transcurso das aulas. Ou talvez, por serem distanciados de si mesmos e dos outros, não foram alvo de uma relação pessoal e mais presente de algum educador.
É simplificar demais, mas, sendo professora, faço-me uma pergunta: será que tais barbáries tiveram, para eles, o objetivo de manifestar uma dor insuportável? Queriam ser reconhecidos como colegas abarbarados e temidos? Queriam ser notados? Gostariam de ser chamados pelo nome e não pelo número? Desejariam ter um olhar educador que os reconhecesse como de fato eram e não como o grupo os definia? Termino sem respostas, citando Bertolt Brecht: “A árvore que não dá fruto / É xingada de estéril. / Quem examinou o solo?/ O galho que quebra / É xingado de podre, mas não haveria neve sobre ele? Do rio que tudo arrasta / se diz que é violento / Ninguém diz violentas / as margens que o cerceiam”.
 
 (*) Pedagoga e Mestre em Educação, é diretora Pedagógica do Agora Sistema de Ensino (www.souagora.com.br) e do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva, e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP)
 

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A repercussão do Bullying

Por Fernanda Santiago Valente


Parece que os programas de TV se reuniram esse mês para combaterem o Bullying. Ainda bem que estão acordando sobre o tema, pois a cada dia essa prática cresce e se torna ainda mais violenta. O Bullying sempre existiu, mas só ultimamente que pais e mestres estão dando conta da gravidade do problema.
Tive a oportunidade de assistir ontem na TV Brasil, o programa Caminhos da Escola, que propôs um desafio às escolas para promoverem campanhas sobre o Bullying. Confira o blog dos alunos do Colégio Itália, que está participando do programa, e mais, o Block Bullying, de outro grupo.
Também podemos conferir o blog da Daniela Vuoto, que já foi divulgado em várias mídias, explicando também o assunto, já que foi vítima desse terrível ato. Daniela passou por problemas psicológicos, chegando até a ser internada em hospital psiquiátrico. Então, o problema é muito sério e não podemos deixar de divulgar e orientar sobre o assunto. No meu blog, o artigo mais comentado é sobre o Bullying. Recebo e-mails continuamente de pessoas perguntando sobre o assunto, por isso, deixo aqui, mais alguns vídeos que tive a oportunidade de conferir essa semana


Existe um grupo de teatro da CIA ATORES DE MAR que está se apresentando o tema em várias escolas. Confira abaixo uma introdução


O Programa Altas Horas também conversou com a platéia sobre o Bullying no começo do mês. Um estudante da platéia deu o seu depoimento



O Programa Altas Horas está fazendo uma campanha sobre o bullying e nessa semana que passou, entrevistou uma mãe que contou a agressividade que sua filha sofreu.



É isso amigos, leitores, familiares e professores que acompanham o meu blog.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Como defender pessoas que sofrem de Bullying

Bullying escolar e na infância é uma prática observada em várias culturas pelo mundo. Uma violência que também atinge adultos
O termo inglês já adotado no Brasil tem se tornado cada vez mais freqüente na imprensa e no dia a dia de crianças, adolescentes e até adultos. O Bullying descreve atos de violência física e psicológica, intencionais e repetidos por um ou mais indivíduos. A conseqüência para as vítimas vai do constrangimento a depressão, já que, os agressores costumam não ser punidos e, sentem-se livres para continuarem praticando tal hostilidade.
Para o advogado Ady Ciocci, titular do escritório Ciocci Advogados Associados, que atende as áreas cível, penal e tributária - pais, responsáveis e até pessoas próximas às vítimas de Bullying precisam estar informados e preparados para conter os agressores. “Em todos os níveis de violência, caberá tanto a ação penal, como a ação de reparação de danos – materiais e morais. É de suma importância que o agressor saiba que a prática do Bullying é crime”, ressalta Ady Ciocci.

Os crimes podem ser previstos, como:

1 - Crime contra a Honra – previsão legal: artigos 519 a 523 do Código de Processo Penal.

Calúnia: imputar, falsamente, fato definido como crime (artigo 138). Sendo consumado quando chega ao conhecimento de terceiros.
Difamação: imputar a alguém fato que atinja a sua reputação (artigo 139). É consumado quando chega ao conhecimento de terceiros. - Atinge a honra objetiva, ou seja, o que todos pensarão desta pessoa.
Injúria: atinge o decoro, a dignidade de alguém – pode ser por gestos e palavras (artigo 140) consuma-se quando chega ao conhecimento do ofendido.
A injúria pode ser Real: oriunda de uma agressão que não chega a causar uma lesão.
Qualificada: oriunda de preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição da pessoa, idosa ou deficiente físico.
Constrangimento Ilegal: (artigo 146) constranger alguém a fazer algo que a Lei não permite, usando violência ou grave ameaça.
Ameaça: intimidar alguém por palavra escrita, gesto ou outro meio simbólico, prometendo-lhe causar mal. Consuma-se quando o ofendido toma conhecimento da ameaça.
Seqüestro e cárcere Privado: (artigo 148) – São Formas muito semelhantes de privação do direito de ir e vir, tendo o cárcere privado sentido de maior restrição de liberdade em um espaço menor.

2 – Crimes contra a pessoa (Lesões Corporais Artigos 129 e seguintes, Crimes Contra a Vida – artigo 121 e seguintes - homicídio).

 Dolo caracterizado: Quem dispara as agressões em cima do ofendido.
 Dolo eventual: é Plenamente equiparado ao dolo direto. É inegável que arriscar-se conscientemente a produzir um evento, equipara-se tanto quanto querê-lo; ainda que sem interesse nele.
 Dolo eventual e culpa: Age com dolo eventual e não simples culpa, aquele que dispara a violência em outrem, somente para assustá-lo;
 Dolo por abandono: É doloso e não simplesmente culposo o procedimento de quem conduz a vitima, abandonando-a em seguida;

Pesquisa mostra percentual alarmante

Cerca 70% de 12 mil alunos pesquisados em 2008 em seis estados brasileiros relataram ser vítimas do Bullying dentro das escolas. A violência não só agride o ofendido diretamente, como familiares e amigos próximos. “Muitos pais por falta de conhecimento não sabem como lidar com a situação como defender juridicamente seus filhos e, isso, muitas vezes, se estende às escolas”, classifica Ady Ciocci.

Estudo revela perfil de vítimas e agressores

Para o advogado Ady Ciocci, titular do escritório Ciocci Advogados Associados, que atende as áreas cível, penal e tributária a reação precisa partir da sociedade em conjunto com pais e entidade educacional. “Os dados do estudo abaixo ajudam a classificar bem o perfil dos agressores, há medidas judiciais que podem e devem ser tomadas”, completa o especialista.
Estudo produzido em 2001 baseado em inquéritos de 6903 alunos de escolas aleatoriamente escolhidas, com as idades médias de 11, 13 e 16 anos, analisaram a violência na escola entre vítimas, provocadores (incitação na forma de insulto ou gozo de um aluno mais velho e mais forte do que o outro) e outros (similarmente vítimas e provocadores) apontam:

• Mais de metade dos alunos inqueridos são do sexo feminino (53.0%);
• 25.7% dos jovens afirmaram terem estado envolvidos em comportamentos de violência, tanto como vitimas, provocadores ou duplamente envolvidos;
• As vítimas de violência são maioritariamente masculinas (58.0%);
• Os inqueridos que se envolveram em comportamentos de violência em todas as suas formas situavam-se nos 13 anos de idade;
• Os jovens provocadores de violência são aqueles que têm hábitos de consumo de tabaco, álcool e mesmo de embriaguez. Também são os que experimentaram e consumiram drogas no mês anterior à realização do inquérito;
• Quanto às lutas, nos últimos meses anteriores ao inquérito, 19.08% dos jovens envolveram-se em comportamentos violentos;
• Os vitimados pela violência, são os que andam com armas (navalha ou pistola) com o intuito da sua própria defesa;
• Os adolescentes que vêem televisão quatro horas ou mais por dia são os que estão mais frequentemente envolvidos em atos de violência;
• As vítimas e os agentes de violência não gostam de ir à escola, acham aborrecido ter que a freqüentar e não se sentem seguros no espaço escolar;
• Para os atores de violência a comunicação com as figuras parentais é difícil;
• 16.05% das vítimas vive em famílias monoparentais e 10.9% dos provocadores vive com famílias reconstruídas;
• Quanto aos professores, os alunos sujeitos e alvos de violência consideram que estes não os encorajam a expressar os seus pontos de vista, não os tratam com justiça, não os ajudam quando eles precisam e não se interessam por eles enquanto pessoas;
• Em relação ao relacionamento entre grupo de pares, estes adolescentes referem a pouca simpatia e préstimo e não-aceitação por parte dos colegas de turma, a dificuldade em obter novas amizades, ausência quase total de amigos íntimos.

Fonte: Insert Comunicação
Simone Magalhães

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bullying: as dores ficam

Por Fernanda Santiago Valente


Hoje, com a iniciativa do Blog Misturação, da pedagoga Ana Karla, estamos fazendo uma blogagem coletiva sobre o Bullying. Já contei aqui uma vez que já fui vítima do bullying na escola. Bullying é o ato de intimidar, zoar, bater e humilhar a vítima em classe de aula. Isso geralmente acontece mais com as crianças ou jovens inteligentes “os nerds”, os mais gordinhos, os que enfim, aparentam ser diferentes.
Antes de tudo, quero dizer que Jesus ama as diferenças, e Deus, poderia ser uma matéria de educação dentro dos lares e da escola, pois respeito é bom e todo mundo gosta. Quero dizer que devemos amar e aceitar as pessoas do jeito que elas são. O Bullying é a prática de rejeitar. Só porque não é igual ao grupo, é rejeitado. Por isso, pais, observem como vai o desempenho do seu filho na escola. Mestres, aproximem-se do aluno tímido, esquecido ali no canto da sala... com certeza ele está sofrendo desse mal. Praticantes do bullying, lembrem-se que uma simples brincadeira, apelidos, podem trazer traumas para uma pessoa para o resto da vida. BULLYING! VAMOS REJEITAR ESSE MAL

Clique aqui e leia sobre o que passei quando fui vítima do bullying



Deixo abaixo alguns vídeos para sua orientação:

O que é o Bullying?




Vídeo desenvolvido por alunos de escola sobre o bullying



Matéria sobre o bullying:



Depoimento sobre uma vítima de Bullying:



Fique por dentro também do espetáculo teatral sobre bullying que estará em São Paulo, no dia 7 de junho. Para contratar o espetáculo acesse ao blog: http://www.bullying-ciaatoresdemar.blogspot.com/

sábado, 3 de janeiro de 2009

Bullying e Cyberbullying um problema que atinge muitos adolescentes

Quando eu estava na sétima série sofri desse mal. Fui vítima do bullying. Até hoje não sei a razão porque aquela turma me humilhou tanto. Era uma escola particular. Todos evitavam falar comigo. Jogavam papel na minha cabeça. Tiravam sarro do meu cabelo, sendo que meu cabelo sempre foi comprido e não sei o que eles viam de feio. Eu não podia abrir a boca para falar porque tiravam sarro da minha voz. Me atormentavam o tempo todo. Meninos e meninas ficavam durante toda a aula me maltratando verbalmente. O que me assustava era que os professores não faziam nada.
Nessa época, eu não sentia vontade de ir à escola. Passei a bolar aulas para não conviver mais com aquela turma. Cheguei a fazer provas e trabalhos em casa, pois fiquei psicologicamente doente. Passei de ano e implorei para que a minha mãe me mudasse de escola.
Na oitava série passei a estudar numa escola pública. Fui morrendo de medo. Eu não ia de cabelo solto para não sofrer do mesmo problema. Tinha medo de que essa turma também ficasse me atacando papel. Isso, graças a Deus não aconteceu. Ao contrário da outra escola, fiz amizades com toda a classe. Uma de minhas amigas, a Érica (que é até hoje), elogiava o meu cabelo. Dizia que era lindo. Mas eu não acreditava.
Com medo de que essa turma começasse a me zoar, cortei o cabelo. E foi a pior coisa que fiz: quando cheguei na escola no dia seguinte todos perguntaram por que eu havia cortado o cabelo, pois era muito lindo...
Graças a Deus meu cabelo cresceu novamente e nessa escola nunca sofri de bullying. Eu só não tomei atitudes piores porque também tinha outros grupos sociais: eu estudava teatro, ballet, dança moderna, dança de rua e sapateado. Nesses grupos eu tinha amizades e não sofria nenhum tipo de agressão. O problema foi mesmo na escola.
Hoje, o bullying continua e está crescendo cada vez mais. Alunos muito inteligentes (os nerds), os mais gordinhos e até os de classe social mais baixa são os que mais são agredidos pelo bullying. A Internet é o alvo perfeito para a prática da humilhação. É o chamado cyberbullying. Além de serem vítimas de humilhação nas escolas, também são humilhados na Internet, por blogs, fotologs, perfis falsos de Orkut, comunidades, fóruns e e-mails agressivos.
No Orkut algumas comunidades se destacam como: “Humilhar com classe é arte”, “Te esmago sem baixar o nível”, entre outras. As pessoas que fazem parte dessas comunidades criam fóruns ensinando a humilhar e acabar com a reputação das pessoas.
Triste? Muito!
O problema é que muitas vítimas do bullying chegam a cometer suicídio. É muito importante que o corpo docente escolar tome nota do que acontece com alunos. Os pais também devem participar, ver se o filho ou filha não está se isolando. Se a pessoa fica trancada muito tempo no quarto, já é uma alerta. É importante que os adolescentes tenham mais grupos sociais, além o da escola.
Se você sofre disso, lembre-se que ficar calado não resolve. Denuncie! Já existe na internet formas de denunciar esses tipos de crimes. Acesse este site: http://www.safernet.org.br/site/
As escolas também estão preocupadas com essas atitudes dos jovens. Porém, se você já foi vítima ou praticou o bullying responda uma pesquisa, você não precisa divulgar o seu nome: http://escolasegura2008.questionpro.com/
Agora se você quer conhecer mais o assunto, assista ao filme “Cyberbullying: Garota Fora Do Jogo”, dia 5, às 17h10, na GNT.

Sinopse: Vanessa Snyder e suas duas melhores amigas, Nikki e Stancey, estudam na mesma escola e são as três garotas mais populares da série. A relação das amigas é alterada quando Stancey, que sente atração por Tony, descobre que Tony está interessado em Vanessa. Enciumada, Stancey se une a Nikki para tirar Vanessa do páreo. Elas criam uma página ofensiva na internet desmoralizando a rival e trazem vários problemas para Vanessa.

No You Tube também tem muitos vídeos que relatam o assunto. Confira:





E lembre-se: Diga não ao Bullying e Cyberbullying. Ajude a denunciar!