Por Fernanda Santiago Valente
já assistiu ao filme “Minha vida sem mim”? Se não, recomendo que assista. A personagem principal do filme é Ann, uma moça de 23 anos, casada, e mãe de duas garotinhas. Sua mãe tem uma história de sonhos fracassados e seu pai passou os últimos dez anos na prisão. Ela trabalha todas as noites na limpeza de uma Universidade, onde não poderá realizar o desejo de estudar. Ann mora com sua família num pequeno trailer no quintal de sua mãe.
Após um desmaio, ela vai ao médico e depois de uma série de exames descobre que está com câncer nos ovários, já passando para pulmão e fígado. Logo, descobre que não tem mais de três meses de vida. Ann não conta a ninguém sobre a doença, apenas diz que está com anemia. A partir daí ela faz uma lista de todos os seus sonhos, coisas que nunca teve tempo e nem oportunidade para realizar. Veja os trailers:
Bom, por que comecei citando esta trágica história? É que muitas pessoas só descobrem que a vida vale a pena quando de repente surge a notícia de que tem apenas um ou três meses de vida. Por que temos que esperar surgir uma doença para ter tempo de realizar os nossos sonhos?
Existe uma frase de um psicanalista molecular, chamado Allan Sachs que diz o seguinte: “A morte é mais universal que a vida, todo mundo morre, mas nem todo mundo vive”
Viver é não deixar nada para amanhã. Muitas pessoas vivem mortas possuindo a vida. Pararam de acreditar em seus sonhos, se acomodaram em seus pensamentos e vivem pessimistas, mortas, com o espírito totalmente abatido.
Harold Kushner, um conservador judeu muito conhecido por seu livro “Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas” cita um grande pensamento: “Estou convencido de que o medo de morrer, de nossa vida chegar ao fim, não tira tanto nosso sono quanto o medo... que atinge a todos que talvez não tenham vivido”
Tem gente que não vive, apenas vegeta. Mesmo possuindo inteligência e talentos, vegetam. Não olham adiante. Apenas lamentam o que passou. Em Salmos 90, versículo 12, o salmista faz uma linda e verdadeira oração: “Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio”
Se levássemos em conta o significado deste versículo, levaríamos a nossa alma mais a sério: sorrindo, amando, perdoando, conquistando tudo o que nos cerca. Em Tiago, capítulo 4, verso 14, encontramos mais uma citação: “Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um tempo e depois se dissipa”
Se o nosso tempo é tão pouco, por que será que o matamos com tantas bobagens? Às vezes matamos o nosso tempo com brigas, fofocas e inutilidades. Matamos o nosso tempo com coisas que nos destroem: os jogos, as bebidas, a pornografia, a mentira, a inveja, o orgulho, a vingança. Agora pergunto: Pra quê?
O livro mais mal humorado da Bíblia, Eclesiastes, em capítulo 3, verso 11, traz a seguinte mensagem: “Tudo fez formoso em seu tempo, também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrira obra que Deus fez desde o princípio até o fim”.
Termino deixando aqui esta reflexão, temos que ser honestos e perceber que existe muito mais do que apenas este mundo aqui tem a oferecer. Por isso, que possamos viver da melhor forma, sem precisar esperar uma doença terminal aparecer para obtermos algumas mudanças. Espero do fundo do coração que a partir de hoje sejamos exceles esposas ou esposos, que sejamos excelentes amigos, filhos, pais, irmãos, profissionais. Que sejamos gratos à vida, eliminando todas as atitudes que nos atrapalham. Que possamos listar nossos projetos sem adiar.
Hoje começo a matar algumas atitudes que me destroem por dentro: a preguiça, a depressão, o ciúme, a murmuração e a falta de perdão. Eu quero a vida e não a morte.
Quais as atitudes destrutivas que você quer matar em sua vida a partir de hoje? Pense nisso! E viva...
